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Método une dança, ritmo musical e Libras em ação formativa em Penedo

Oficina “Ritlibras” foi realizada durante o 18º Femupe, no espaço Montepio dos Artistas, no Centro Histórico

Jamerson Soares – jornalista

26 de outubro de 2026

A tarde desexta-feira (23) foi marcada por uma atividade formativa voltada à acessibilidade, especialmente direcionada a intérpretes de Libras. Intitulada “Ritlibras”, a oficina foi realizada durante a programação do 18º Festival de Música de Penedo (Femupe) e teve como proposta integrar os conhecimentos da Língua Brasileira de Sinais (Libras) aos estudos sobre ritmo, som, vibrações e movimento corporal.

 

A atividade aconteceu no prédio da SociedadeMontepio dos Artistas, localizado no Centro Histórico de Penedo, e contou com a participação de cerca de dez pessoas. A oficina foi conduzida por Efraim Canuto, intérprete de Libras e formador de tradutores de Libras nas áreas artística e musical, que veio de São Paulo para compartilhar conhecimentos sobre aspectos importantes do trabalho com o público em eventos de arte e cultura.

 

Durante a atividade, que utilizou a Libras como meio de comunicação, foi aplicado um método que utiliza o corpo como expressão rítmica. Também foram abordados aspectos relacionados à dança, ao maracatu e à teoria musical.

 

Segundo Efraim, a proposta da oficina é compreender como funciona a estruturação rítmica da música e da dança, considerando que a métrica de oito tempos é uma das bases para a criação de registros musicais em língua de sinais.

“Foi bem interessante hoje porque os alunos aprenderam bastante como colocar isso no corpo, e a gente passa por uma trilha de exercícios que trazem palma, pulcumão. Não necessariamente ligado ao som. Porque, como a gente está tentando desmistificar que o ritmo é o som, eu tiro o som totalmente. Então, pode ver que a oficina não usa nenhum instrumento musical, nenhuma caixa de som nem nada. É só o nosso corpo, entendendo que os passos criam o ritmo e as palmas também criam outro ritmo, e como mesclar isso pode trazer sensações”, explicou o oficineiro.

 

Para ele, levar esse método ao público é importante porque possibilita o registro da tradução musical para a língua de sinais, além de contribuir para outras experiências relacionadas à percepção e à sensibilidade.

 

“Conseguimos ter registro da música, conseguimos ter uma repetição da mesma música e as pessoas surdas vão conseguir também identificar aquela música de alguma forma”, concluiu Efraim Canuto.

 

Entre as participantes da oficina estava Glória Maria, estudante de Psicologia, de 24 anos. Ela contou que foi a primeira vez que participou de uma atividade como essa e destacou a importância de conhecer outras perspectivas de comunicação.

“Foi muito legal, muito acessível e uma experiência ótima. Estou começando agora a conhecer o mundo das Libras e quero muito me aprofundar. Com certeza, esse processo que aprendi aqui será um diferencial”, afirmou a estudante.

 

O Femupe

 

O Festival de Música de Penedo (Femupe) é uma realização da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), executado por meio do Centro de Musicologia de Penedo (Cemupe) e da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (Proexc).

 

O evento é fruto da união institucional com o Sesc Alagoas, Prefeitura de Penedo, Banco do Nordeste, Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), Associação dos Empresários e Empreendedores do Turismo e da Economia Criativa de Penedo (Astec), Sebrae Alagoas, Sociedade Montepio dos Artistas de Penedo e outros parceiros.

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