Oficinas gratuitas marcam segundo dia do Festival de Música de Penedo
Foram vários cursos rápidos de canto, guitarra e muitos outros instrumentos
Layla Alves -m estudante de Jornalismo / fotos Renner Boldrino e Roberta Brito
26 de outubro de 2026
A sexta-feira (23) começou de um jeito diferente no interior alagoano: o Festival de Música de Penedo (Femupe) ofereceu workshops integralmente gratuitos para a população. Tinha opção para todo mundo: aulas de guitarra, saxofone, canto e muito mais! As atividades se concentraram principalmente no Convento Nossa Senhora dos Anjos, um marco histórico da cidade.
Nesse segundo dia de evento, espalhar o conhecimento e entender a tradição como algo vivo, que deve ser declarado com orgulho virou o foco. A 18ª edição do Femupe reuniu professores renomados de todo o Brasil, visando a pluralidade da programação, com as oficinas: Guitarra com Potiguara Menezes (Espírito Santo); Canto, com Eduardo Xavier (Alagoas); Pedagogia Musical para Educadores (São Paulo) e Tuba e Bombardino, com Fernando Deddos (Rio Grande do Norte).
Repeteco que vale a pena
“Venho lá da cidade de Traipu, Alagoas, cidade ribeirinha, cidade musical”, disse Carlisson Cavalcante, professor de música e que participou das oficinas como estudante. ‘’Já é a quinta edição consecutiva que eu venho. Participo do ambiente do sopro, dos metais. E agora nessa edição eu venho ampliar o universo de conhecimento com a área de música como musicoterapia”, declarou.
Para Carlisson, o Femupefoi a oportunidade perfeita para se atualizar em sua área musical. “Eu, particularmente, fico acompanhando as edições evejo essa mudança pedagógica. Nasceu um curso novo? Então, esse professor é de qual região? Aabordagem dele é maravilhosa! Eu preciso ir lá beber nessa fonte do conhecimento”, admitiu.
Todos se encontram em Penedo
Já o professor Potiguara Menezes estreou no festival neste ano. ‘’É a minha primeira vez no Festival de Penedo. Espero que a primeira de muitas, eu adorei”, disse Potiguara, que posteriormente se apresentou no Teatro Setede Setembro.
O guitarrista também estava animado para conhecer a cidade. Penedo, mais do que ser uma sede para o Femupe, é arte em todo lugar. As casas, as pessoas, tudo se traduz em cultura. “Não, eu ainda não tive tempo de explorar, porque hoje a gente acordou, eu cheguei ontem à noite, hoje a gente acordou e já tinha programação intensa, mas amanhã de manhã, pelo que eu vi, eu vou ter uma janela para explorar a cidade, eu achei linda, do Hotel São Francisco, a gente consegue ver o rio, o Velho Chico, então estou emocionado. É maravilhoso”, declarou.
Arte no ordinário
No decorrer do workshop ministrado por Antônio Eduardo, o docente explicou que a pedagogia musical se referia a compreender o cotidiano até ele se transformar em melodia, até aparecer a vontade de musicalizar algo ou alguém. “Bonito é quando você ouve o som do sabiá. Bonito é você sentir o sabor de um feijão-de-corda. Isso tudo faz parte do nosso universo sonoro, que nos identifica”, destacou.
O artista também ressaltou a importância de unir tecnologia e música nessa “era moderna” das tramas musicais, além da necessidade de descentralizar a Europa da música brasileira para evidenciar a cultura do Brasil com “s”.
“Cultura, na verdade, para mim, é você estar próximo de pessoas, ajudar pessoas, se sensibilizar, ter empatia com o próximo. Cultura une pessoas, descobre povos, gerações, une pensamentos”, disse Carlisson Cavalcante, que participou da oficina do professor Antônio. “Eu uso ela como forma de ajudar as pessoas, conhecer aquele povo de alguma forma. Me introduzir na cultura deles. Me achar e trazer essa cultura para as novas gerações”, continuou.
























