top of page

Orquestra Sinfônica de Itabaiana encanta público no último dia do Festival de Música de Penedo

Apresentação misturou clássicos internacionais e melodias nordestinas

Layla Alves – estudante de Jornalismo / foto Roberta Brito

26 de outubro de 2026

O Festival de Música de Penedo (Femupe) é recheado de emoção do início ao fim. O último dia (24) desse grande encontro musical contou com diversas manifestações artísticas, incluindo oficinas e concertos. Uma dessas atrações foi a Orquestra Sinfônica de Itabaiana, regida pelo maestro Ângelo Rafael da Fonseca.

 

‘’Eu agradeço a vocês por terem ficado em Penedo esses dias’’, disse o professor Marcos dos Moreira, idealizador e coordenador-geraldo festival, durante seu discurso de abertura. ‘’Eu espero realmente que a cultura brasileira continue forte e firme, e que a gente tenha consciência daquilo que a cultura faz no país e daquilo que ela serve como educação no Brasil’’, continuou.

 

O espetáculo, que aconteceu na Igreja de Santa Maria dos Anjos, teve o comando do maestro Ângelo e seus movimentos. “Ela [a música] expressa sentimento independente de ter letra ou não. A combinação de notas, a combinação de acordes, eles podem despertar esse sentimento, dar um frio na barriga, causar tensão ou causar um sentimento de alegria ou emoção. A gente pode chorar com músicas que não têm letra”, disse Iannara Farias, violinista servidora da Universidade Federal de Alagoas e professora do projeto de extensão Laboratório de Violino, que também ministrou um workshopno Femupe. “Vi uma professora dizendo esses dias que a música de concerto é (...) como se você abrisse um livro e precisasse de uma certa concentração para entender as nuances, perceber os fraseados e, a partir disso, absorver realmente toda a emoção que ela pode trazer.’’

 

Assistir ao concerto era como presenciar um chefseguindo a receita ao unir os sons únicos de cada instrumento e artistas. A melodia fluida despertou reconhecimentos diferentes ao longo do concerto, principalmente ao unir música nacional, com destaque para o Nordeste, e estrangeira.

 

“É um festival que defende a música nacional, a música brasileira. Eu também gosto muito disso. Tanto o meu mestrado quanto o doutorado foi em música brasileira. O meu pensamento é muito de valorização da cultura brasileira,’’ relatou Ângelo.

Além de reger a orquestra, eleé professor e gestor cultural: “Tem uma infinidade de compositores e de obras brasileiras para a orquestra que precisam ser executadas. E aqui o festival abre essa possibilidade”.

 

Convidado especial

 

Nessa perspectiva, o maestro Gledson Souza também participou do concerto. Sob seu comando, a harmonia que preencheu a igreja teve som de Nordeste. Para a Orquestra Sinfônica de Itabaiana, essa foi a segunda vez que puderam celebrar o evento, e o maestro já avisou: no próximo ano tem mais!

 

‘’A sensação é a melhor possível. Poder contribuir, poder ajudar, poder estar aqui no festival, poder aprender, absorver, compartilhar, doar. Então, o festival é para isso mesmo, para essa troca intensa de sensações, sentimentos e conhecimentos,’’ disse Ângelo da Fonseca.

 

No Femupe, esse tipo de concerto é mais do que uma atração envolvente. Segundo o maestro Ângelo, orquestras profissionais e acadêmicas ainda são poucas no Brasil. Até mesmo o seu grupo foi formado a partir de um projeto social.

 

“Ainda estamos trabalhando, batalhando para ter uma orquestra profissional. Mas aí depende de uma estrutura muito maior, de um espaço físico maior, que a gente também está buscando isso. A gente não desiste, a gente continua”, disse da Fonseca.

Já a violinista Iannara Farias acredita que esses eventos possuem um papel essencial na disseminação dessas sinfonias. “Às vezes, a pessoa vai escutar num festival como esse pela primeira vez e se interessar para manter uma playlist”,afirmou.

 

Bravo, Femupe!

 

O Festival de Música de Penedo encerrou sua edição de 2026 com apresentações, ritmos intensos e mais um capítulo da tradição nordestina mais vivido que escrito.

 

“A cultura, ela faz parte da identidade de um povo. Então, quando a gente está falando sobre cultura alagoana, quando a gente está falando sobre a cultura de um determinado local, quando a gente fala da cultura do Brasil, por exemplo, a gente fala sobre algo que nos conecta como povo. E isso é algo que precisamos fomentar ainda mais, porque um povo sem saber quem é também não tem... não tem esperança de um futuro, sabe?”, disse Bianca Nascimento, aluna de Relações Públicas na Ufal e monitora do evento. A pernambucana teve a chance de vivenciar as atrações enquanto trabalhava no festival.

“Acreditar nesse fomento cultural é muito importante para a gente se entender como povo,” concluiu a estudante.

 

O Femupe

 

O Festival de Música de Penedo (Femupe) é uma realização da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), executado por meio do Centro de Musicologia de Penedo (Cemupe) e da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (Proexc).

 

O evento é fruto da união institucional com o Sesc Alagoas, Prefeitura de Penedo, Banco do Nordeste, Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), Associação dos Empresários e Empreendedores do Turismo e da Economia Criativa de Penedo (Astec), Sebrae Alagoas, Sociedade Montepio dos Artistas de Penedo e outros parceiros.

MÍDIA

ANEXOS

bottom of page